Dos rios africanos para os pratos portugueses

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cable-man
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Dos rios africanos para os pratos portugueses

#1

Mensagem por cable-man » 20 nov 2014, 03:15

Os sistemas aquaponicos sao cada vez mais populares pelo mundo fora e como nao podia deixar de ser, Portugal nao é excepçao.
O problema de fazer isto em Portugal é que a melhor e mais popular especie no mundo todo, Oreochromis niloticus, é proibida nestes lados.
No entanto... uma das mais invasivas e problematicas especies pelo mundo fora (http://www.issg.org/database/species/ecology.asp?si=131) é perfeitamente legal e permitida em Portugal... ha que agradecer aos nossos especialistas governamentais e seus donos, os politicos.


O PEIXE:

Oreochromis mossambicus, Peters, 1852
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Perciformes
Familia: Cichlidae

Sendo esta uma especie invasiva, nao esta isenta de problemas e esta mesmo no red book, nao por estar simplesmente a desaparecer mas sim porque a sua facil hibridizaçao com a niloticus e com outras tilapias (que muitas vezes resulta em populaçoes so de machos) esta a fazer com que os individuos puros sejam cada vez mais raros (http://www.iucnredlist.org/details/63338/0)

Tolerante a temperaturas entre os 8 e os 42 graus, é ideal para sistemas aquaponicos ao ar livre onde as temperaturas de inverno, pelo menos pela minha experiencia, descem ate aos 11ºC.
Tambem podem ser usadas em lagos ornamentais, colocadas no fim da primavera nos lagos, elas vao devorar as algas que crescem nas laterais mantendo o lago "bonito" para que as KOIs possam apresentar todo o seu espetaculo.


Os HIBRIDOS:

Este peixe, ja de si interessante, pode ver aumentado o seu potencial ao cruzar-se com O. hornorum. Deste cruzamento, um hibrido, resultam maioritariamente machos (90%) que crescem mais rapido e ficam maiores que os hornorum ou os mossambicus que lhes dao origem.
Os super-machos sao ferteis e podem ser cruzados com:
O. mossambicus
O. niloticus
O. hornorum
e possivelmente mais algumas.


Na AQUAPONIA

Estes peixes sao excelentes por si para sistemas aquaponicos.

A gama de temperaturas que toleram encaixa perfeitamente em sistemas aquaponicos tanto ao ar livre como em estufa.

Sendo peixes omnivoros podem comer qualquer granulado para peixes de aquacultura, muito mais barata do que a comida de peixes ornamentais, e ainda podem comer as plantas que ou ficam pequenas ou estao a mais no sistema.
Tambem podem comer minhocas, figados de frangos, iscos varios de pesca, larvas de mosca, ... Embora mundialmente proibido e eticamente questionavel, os peixes podem ate ser alimentados com o excesso de juvenis que as femeas vao libertando - canibalismo forçado.

Uma das formas de manter a agua destes peixes mais tempo sem ser trocada (em sistemas de aquacultura) consiste em circular a agua do sistema por um lago exposto a luz solar onde se cria Lemna minor (duckweed) que tem duas funçoes:
- limpar a agua de poluentes
- Servir de alimentaçao, complemento, aos peixes.
Esta planta tem um teor elevado de proteina, pelo que é um excelente complemento a uma alimentaçao a base de granulado seco.

A grande voracidade dos peixes garante uma produçao continua de fertilizantes para o sistema.


No PRATO:

Nao sendo um peixe muito grande, a volta dos 40cm, depressa chega a tamanho de prato.

A carne é branca, suave e com aspecto muito agradavel.

Sendo o peixe relativamente pequeno nao é o ideal para filetar (os hibridos com O. hornorum sao melhores para filetes) pelo que a sua colheita sera a volta dos 30cm, para dose individual sendo normalmente cozinhado inteiro.


Na MINHA CASA:

Ca por casa vou ter dois sistemas (espero eu) separados para fazer cescer os O. mossambicus. Um sistema de aquacultura para reproduçao e primeiros meses de vida e um segundo sistema, o principal, aquaponico para produçao de hortaliças, piri-piris e outras que me lembre e onde vou fazer o desenvolvimento ate adultos e posterior colheita dos peixes.

Reproduçao:
Este sistema vai ser uma reciclagem dos aquarios que ja tinha, acrescido de um lago no exterior para criaçao de lemna minor.
1 aquario de 170*50*50 para um haarem reprodutor
2 aquarios de 80*50*50 para isolar femeas com ovos
6 aquarios de 130*50*50 para colocar 50 peixes por mes, 25 de cada femea, em cada aquario.
1 lago com 500*300*50cm para o desenvolvimento da lemna
Este sistema, como acontecia com o que vai ser reciclado, tera alimentaçao automatica de agua por boia e troca automatica de agua por autoclismo e por rega do jardim.
A filtragem vai ser totalmente nova e diferente do que havia antes:
1º - recolha dos esgotos em bidao redondo com funcionamento em remoinho
2º - Recolha do remoinho para um filtro de inversao de fluxo
- as duas recolhas de lixo destes dois estagios estao ligadas a uma bomba para mandar agua para o jardim com uma bomba de sujos.
3º - Recolha do filtro de inversao de fluxo para um seco/humido e restante material nitrificante
Este tipo de filtragem permite a dispensa de filtrantes mecanicas, e consequentes limpezas.
O lixo solido fica todo nos filtros de remoinho e inversao, e o mais fino acaba por assentar no lago.
Ao fim de uns anos terei de limpar o lago... mas ate encher 50cm de altura com lixo, deve demorar uns anos valentes :)

Aquaponico:
Este sistema sera constituido por:
6 IBCs de 1000 litros a fazer de aquarios, dentro de um abrigo por causa da chuva, com 50 peixes cada
1 sump de 350*250*50cm coberta por paineis solares fotovoltaicos e por um painel solar termico DIY
1 filtro de inversao a saida da sump
1 filtro de remoinho a seguir ao de inversao, num nivel muito mais elevado
6 tubos NFT de 7 metros
4 camas de mare / filtro biologico com 300 litros de leca cada (1200 litros de materia filtrante para nitrificaçao)
6 aquarios de 80*40*45 a fazer de Deep Water Bed para alfaces
xx baldes a funcionar em dutch pot - este sistema tambem funciona como nitrificante pois esta cheio de leca
xx vasos a funcionar em sistema de pavio
A sump é o ponto mais baixo do sistema, o filtro de remoinhos era o ponto mais alto.
A ideia do circuito da agua é:
Da sump sai por gravitica para o filtro de inversao
Do filtro de inversao passa pela bombaa e e elevado para as camas de mare e ate ao filtro de remoinho
Do filtro de remoinho sai para um sistema mais baixo com filtrante mecanica - aqui trabalho com injectores muito finos e o lixo muito fino acaba por entupir os injectores
Das filtrantes mecanicas vai para o sistema, dividido em:
- - 6 saidas para as IBCs com os peixes
- - xx saidas para os sistemas de dutch pot e vaso de pavio
- - 6 saidas para as Deep Water Bed
- - 6 saidas para os NFT
Os esgotos de todos estes sub-sistemas ligam a sump.


Estes sao os meus planos, uma parte esta feita outra tenho de fazer e ainda outra terei de inventar como fazer.
Um sistema deste tamanho exige muito investimento tanto de tempo como monetario.
Para nao deixar isto morrer so pelos planos acabei por pensar o sistema de modo a que possa ser construido por modulos, e assim ter desde o primeiro sempre um sistema a funcionar que entretanto vai sendo acrescentado consoante a disponibilidade.
Comecei com a sump a fazer de lago e com um NFT de 3 tubos de 9 metros.
Acrescentei o filtro de inversao e uma bomba externa
Acrescentei NFT e tenho neste momento 6 tubos de 7 metros
Acrescentei as camas de mare que funcionam como filtro biologico de 1200 litros e como camas de cultivo
Acrescentei a estrutura para as deep water bed, mas como ainda nao tenho tudo a 100% tenho a estrutura a funcionar com dutch buckets feitos de baldes de comida
O passo seguinte é acrescentar estruturas para os dutch bucket e os vasos de pavio e colocar os aquaarios de 80cm a fazer de deep water bed.
Depois... é passo a passo ate ter o sistema pronto... creio que se nao desistir antes, devo considerar que esta pronto quando eu apagar o maçarico :)
Disléxicos do mundo, UNV-IOS!!!

Adalberto Pereira

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Re: Dos rios africanos para os pratos portugueses

#2

Mensagem por Gonçalo Martins » 20 nov 2014, 11:29

Boa sorte com isso!

Só de ler já estou cansado... admiro mesmo a tua perseverança :thumb Mas despacha-te, não vás tu ficar com o tempo mais curto e isso começar a ser empurrado com a barriga :)

A ideia é comercializares os bicharocos, certo?
Calendários 2018

Faz aqui a tua pré-reserva! viewtopic.php?f=12&t=25977
:thumb

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Re: Dos rios africanos para os pratos portugueses

#3

Mensagem por João Silvestre » 20 nov 2014, 12:38

Gonçalo Martins Escreveu:Boa sorte com isso!

Só de ler já estou cansado... admiro mesmo a tua perseverança :thumb Mas despacha-te, não vás tu ficar com o tempo mais curto e isso começar a ser empurrado com a barriga :)

A ideia é comercializares os bicharocos, certo?
bem....... para quem acorda ás 2 da tarde vais estar 10 anos para montar isso não :LOL :LOL :LOL :LOL

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Re: Dos rios africanos para os pratos portugueses

#4

Mensagem por Joao Roldao » 20 nov 2014, 14:35

João Silvestre Escreveu:
Gonçalo Martins Escreveu:Boa sorte com isso!

Só de ler já estou cansado... admiro mesmo a tua perseverança :thumb Mas despacha-te, não vás tu ficar com o tempo mais curto e isso começar a ser empurrado com a barriga :)

A ideia é comercializares os bicharocos, certo?
bem....... para quem acorda ás 2 da tarde vais estar 10 anos para montar isso não :LOL :LOL :LOL :LOL
Uma pinguinha do picante maravilha e monta aquilo em 3 dias :lol: :lol:
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Cumprimentos
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Re: Dos rios africanos para os pratos portugueses

#5

Mensagem por cable-man » 20 nov 2014, 18:25

Tempo mais curto... nao esta previsto, a nao ser que va mesmo preso por recusa de pagamnto de extorsao da SS ou que emigre de vez.

A ideia é vender tanto os peixes como os vegetais.
Dos peixes nao vem lucro, os peixes teem um crescimento de cerca de 80%, 1Kg de peixe come 1.2Kg de raçao, pelo que a nao ser que tenha raçao mesmo muito barata, nao é facil conseguir proveitos daqui.
MAS NAO SOU PARVO, existem varias vantaagens em escolher o sistema aquaponico em detrimento de um sistema hidroponico. Alem de todas as questoes da fonte de fertilizante, tem uma questao fundamental:
- se eu vender um peixe pelo preço da comida que ele comeu, ganho 0 no peixe, mas o fertilizante que ele produziu tambem ficou de borla, pelo que é menos um custo nos vegetais.

A minha procura pelos hornorum é mesmo no aspecto de comercializar os hibridos.
Muitos possiveis clientes quando se fartam dos peixes, em vez de os matar, preferem soltar os gajos num rio ou lago...
Se forem machos e femeas, com a voracidade e gama de temperaturas que estes gajos suportam, é desatre na certa.
Ao vender so hibridos, com uma taxa de machos muito elevada, este risco é diminuido. Nao que as pessoas ja nao os soltem, mas porque mesmo que os soltem, os machos teem tendencia a nao se conseguir reproduzir com outros machos... teimosia da parte deles.

Da parte dos vegetais, sim a venda é QUASE sem problemas... so de vez em quando é que aparecem uns parvos que gostam de brincar com malaguetas :)
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Re: Dos rios africanos para os pratos portugueses

#6

Mensagem por cable-man » 20 nov 2014, 18:34

Thomas Edison inventou a lampada de baixo custo ha pelo menos 2 ou 3 semanas.
Ca em casa ja ha algumas e acho que vou comprar mais.
Ate para os astronautas que querem ir ao sol, é melhor ir de noite para ser mais fresco.

As estufas serao, eventualmente, um dia... mais cedo ou mais tarde, iluminadas.
Ate por uma simples razao, depois de construidas nao consegues la andar dentro com o sol alto. A 2 metros do chao aquilo anda nos 60º...

Desenganen-se se pensam que um agricultor moderno anda dentro de uma estufa com o sol alto... SO antes do sol nascer, ou depois do sol se por, umas horas valentes depois.
Ate por motivos de qualidade e conservaçao das plantas. As plantas e flores... e pa, nao sou de biologia e por isso os nomes que vou dar sao uma grande parvoice, mas algo parecido com estiletes e estomatas, estao abertos com o sol alto, pelo que se as plantas forem apanhadas nessa altura, vao murchar mais depressa e apodrecer muito maais rapidamente.

Este trabalho é efectivamente perfeito para os meus horarios.
Deitar tarde, levantar tarde e andar devagarinho durante o dia para nao levantar por :)
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Re: Dos rios africanos para os pratos portugueses

#7

Mensagem por cable-man » 20 nov 2014, 18:51

Quanto ao picante... ainda nao construi o meu desidratador solar, mas comprei um de cozinhaa daqueles baratuchos so com 3 andares de 40cm.

Ontem foi dia de experiencia... cortei umas 50 malaguetas de cada, meti nos tabuleiros e esteve toda a noite ligado...
Hoje a casa toda tinha um aromaa no ar que ate os caes custavam a ladrar... estou a exagerar, mas memso aquela porra colocada a entrada da lareira para o ar ir fugindo pela chamine, empestou a casa.

Ja agora, esqueci-me.
Para o pessoal que tiver facebook, se quizer ir seguindo este projecto mais na parte tecnica e menos na paarte biologica, construçao de equipamentos, testes de ideias e por ai fora, peçam para eu adicionar a um grupo fechado que mantenho la.
Sinceramente so tem interesse para quem quizer fazer ou pelo menos equacionar fazer uma coisa semelhante, em qualquer dimensao.
O meu sistema aaquaponico mais pequeno tem 40*40*20cm, um pimenteiro dos bons, peixes guppy e esta na bancada da cozinha.
Nao é preciso uma quinta para se produzir com estes sistemas.
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Re: Dos rios africanos para os pratos portugueses

#8

Mensagem por luisfraposeiro » 21 nov 2014, 12:06

cable-man Escreveu: O meu sistema aaquaponico mais pequeno tem 40*40*20cm, um pimenteiro dos bons, peixes guppy e esta na bancada da cozinha.
Nao é preciso uma quinta para se produzir com estes sistemas.

Ola Cable, não tenho facebook, mas mostra lá umas fotos e explica este teu sistema mais pequeno, sff.
obrigado
atenciosamente,

Luís Filipe.

antes de perguntar pesquise, se a duvida persistir pergunte...

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Re: Dos rios africanos para os pratos portugueses

#9

Mensagem por cable-man » 21 nov 2014, 14:36

o aquario, os vidros, teem 40*40*20.
O filtro é constituido por uma estrutura em acrilico que eu maquinei de forma fazer uma separaçao entre as filtrantes e a agua limpa, antes de voltar ao aquario.

Esta dividido em duas partes:
Para os peixes uma para que funciona como aquario que tem 40*25*20
Para as plantas e filtro o resto do tanque, cerca de 40*15*20. O filtro em si fica na parte de baixo desta secçao, filtagem mecanica e biologica com esponjas e ceramicas

Por secçoes, o aquario de frente:
Imagem

O pimenteiro quando la o coloquei:
Imagem

E o aspecto geral da coisa:
Imagem

Hoje as malaguetas mais velhas estao assim:
Imagem

E o sistema todo ja é maais dificil de fotografar por causa da luz, reflete muito no topo do pimenteiro, que esta um autentico mangerico, e na minhaa super maquina nao se ve um cu.
Vou tentar com a iluminaçao desligada aver o que consigo fazer.
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Re: Dos rios africanos para os pratos portugueses

#10

Mensagem por luisfraposeiro » 24 nov 2014, 10:51

ou seja, de um lado aquário do outro é o filtro, tipo sump, e depois tens o pimenteiro com as raizes mergulhadas na água do lado da "sump".
tens uma pequena bomba de circulação para a água circular?
atenciosamente,

Luís Filipe.

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Re: Dos rios africanos para os pratos portugueses

#11

Mensagem por cable-man » 24 nov 2014, 16:37

sim, uma bomba de 400l/h

Na saida da bomba esta um arejador, para acrescentar oxigenio a agua.
As raizes precisam de muto oxigenio.
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Re: Dos rios africanos para os pratos portugueses

#12

Mensagem por cable-man » 16 dez 2014, 01:41

Este mini sistema tem funcionado bem... na verdade, funciona bem demais :)

Vou ter de fazer modificaçoes porque o pimenteiro esta a crescer de tal forma que as raizes estao a passar pelos buracos de saida de agua para dentro do proprio aquario.

Pelo que estou a observar, isto funciona bem com ervas aromaticas, pode-se constrangir o desenvolvimento das raizes que a planta nao sofre, uma vez que se esta continuamente a retirar folhagem.
No caso do pimenteiro, ainda por cima uma das variedades de arbusto grande, a coisa nao funciona muito bem a partir do tamanho que ele tem agora porque precisa de muitas raizes.
Uma outra opçao seria utilizar este Pimenteiro como Bonchi (Bonzai + chilli), onde as raizes sao constantemente podadas tal como as folhas. Mas esta segunda opçao... por agora, nao me parece ser para as minhas maos.
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Re: Dos rios africanos para os pratos portugueses

#13

Mensagem por cable-man » 21 dez 2014, 17:32

Imagem

O gajo esta assim, nao é facil fotografar por causa da intensidade do LED de iluminaçao, mas da para ter ideia comparando com as primeiras fotos, 3 meses antes, da evoluçao do gajo.

O problema das raizes vai ser resolvido ao converter o sistema de Deep Water Bed para Dutch Pot...
Assim que conseguir fazer a alteraçao coloco fotos.
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Re: Dos rios africanos para os pratos portugueses

#14

Mensagem por luisfraposeiro » 22 dez 2014, 18:54

Está bem grande. :yikes
Venham lá as fotos da alteração e das explicações das diferença as entre as duas tecnicas... 8)
atenciosamente,

Luís Filipe.

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Re: Dos rios africanos para os pratos portugueses

#15

Mensagem por cable-man » 22 dez 2014, 19:42

Deep Water Bed
Tal como o nome indica é uma tecnica em que a agua esta em depositos relatiuvamente fundos, normalmente cerca de 30 a 50cm.
As plantas sao mantidas em jangadas a superficie da agua, e as raizes estao permanentemente mergulhadas em agua.
Por norma nesta tecnica é utilizada oxigenaçao extra dentro da agua, junto as raizes.

DutchBucket
Nao faço ideia porque se chama de balde ou vaso holandes, mas é uma tecnica de cultura semi-seca, em que esta um circuito continuo de agua a passar pelo vaso, mas que o vaso tem apenas uma materia de suporte nao fertil. Normalmente fibra de coco ou argila expandida.
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