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Os wet pet cichlids
Miguel Monteiro

[b]Assim como os cães ou gatos, também os ciclídeos podem tornar-se parte da família como qualquer animal de estimação – São os chamados wet pet cichlids[/b]
[align=justify]Já devem ter ouvido falar na teoria que explica o motivo de determinados peixes conseguirem viver felizes num pequeno globo. Segundo consta, os peixes têm uma memória de apenas uma fracção de segundos, não chegando, por isso, a interiorizar o inferno de vida que lhes é proporcionada. Se assim fosse, como poderiam reconhecer os seus predadores, associar os alimentos, ou mesmo os perigos de determinados lugares? Não me parece uma teoria bem sustentada, até porque nem todas as espécies têm as mesmas capacidades intelectuais.
Existe um grupo especial de peixes com a inteligência suficiente para reconhecer e responder aos seus donos. Essa inteligência também lhes dá capacidade de cuidar as suas crias, em vez de as tratar como almoço, como a grande maioria. Além disso, este grupo contém algumas das espécies mais espectaculares e coloridas no mundo. Não admira que pertençam à família das espécies mais populares na aquariofilia. Estes peixes são, naturalmente, os ciclídeos.
Trata-se de uma família muito vasta, altamente diversificada e distribuída por Africa, Américas e Ásia. Logicamente, nem todos os ciclídeos possuem a mesma inteligência, nem necessitam de a ter. Por exemplo, os incubadores bucais conseguem proteger os seus alevins, sem terem de lidar com os problemas de protecção da prole em águas abertas, e por este motivo, carecem da inteligência e personalidade dos incubadores de substrato.
Por outro lado, os predadores têm necessariamente de ser mais inteligentes do que as suas presas, senão não conseguiriam alimentar-se. Já os herbívoros, basta-lhes andar a pastar as rochas, sem precisar de puxar muito pela imaginação.
Os ciclídeos de grande porte têm um cérebro maior, mais desenvolvido e há muito que têm vindo a demonstrar uma inteligência acima da média. Quando mantidos como um wet pet, demonstram uma grande interligação com os donos e muito interesse quando estamos presentes, mantendo-se atentos ao que se passa fora do aquário. Facilmente conquistam o carinho das pessoas e podem acompanhar-nos durante muitos anos. 
Os peixes são seres sociais que apreciam companhia. Estando isolados num aquário vão procurar a companhia dos seus donos. Algumas pessoas podem achar uma crueldade manter um ciclídeo em confinamento solitário, uma monotonia sem fim para o animal. Não é bem assim, algumas espécies podem tornar-se um problema quando vivem em comunidade devido ao seu comportamento agressivo e territorial. No entanto, também podem revelar outros requisitos, como uma forte personalidade e serem destemidas ao ponto de conseguirem enfrentar os seus donos, acabando facilmente por se adaptar ao modo de vida de um wet pet e viverem felizes no seu ambiente restrito. 
Deixo um pequeno exemplo de espécies que considero uma excelente opção para um wet pet cichlid:
[b][i]Astronotus ocellatus[/i][/b]
Mais conhecido como Oscar, é o ciclídeo de estimação mais conhecido e popular de todos. São muitas vezes comprados por serem bonitos, mas sem conhecimento do tamanho que atingem. Com o passar do tempo, comem os restantes companheiros do aquário e tornam-se num wet pet.
Muitos aquaristas apelidam-nos como os mais inteligentes. Têm a capacidade de reconhecer os seus donos e há até quem diga que por vezes abanam a cabeça e cauda como um cão. 
[i][b]Amphilophus labiatus[/b][/i]
O seu nome comum “Red Devil” faz-lhe alguma justiça, pois existem vários relatos de terem dizimado todos os companheiros do aquário. É normal isto acontecer, quando não lhe são proporcionadas as condições ideais em termos de espaço e a selecção de espécies não é a melhor. 
No entanto, continua a ser uma das espécies mais apetecíveis para muitos entusiastas devido à sua personalidade cativante. Apresenta um nível de inteligência que vai muito além das espécies mais comumente mantidas. Na verdade, muitos aquaristas têm conseguido treiná-los a executar vários truques em troca de recompensas de comida. 
[i][b]Parachromis dovii[/b][/i]
Está no top da lista dos maiores ciclídeos do mundo, com machos de a rondar os 70 cm. Torna-se num grande animal de estimação, muito inteligente e com uma forte personalidade. O seu território estende-se para além do aquário e estão atentos a quaisquer acontecimentos exteriores. Criam uma ligação com os seus donos a um nível que para outros ciclídeos seria impossível.
Caso seja mantido adequadamente, será um animal de estimação gratificante, que o pode acompanhar durante 30 anos. 
[i][b]Caquetaia umbrifera [/b][/i]
Mais uma espécie retirada da lista dos gigantes A sua dimensão associada a uma coloração espectacular conferem-lhe uma grandeza única. Só é possível manter esta espécie num comunitário enquanto é jovem, pois como indica o nome, torna-se uma verdadeira fera em adulto, considerando como seu território todo o aquário, assim como toda a área exterior circundante.
São curiosos e destemidos para as pessoas, ao ponto de nos perseguirem ao longo do aquário.
[i][b]Tilapia buttikoferi[/b][/i]
Extremamente inteligente, muito activa e também reage aos movimentos fora do aquário, chegando a atacar um "invasor" através do vidro. Podem ser muito agressivos num aquário comunitário. É mais uma espécie que se encontra com facilidade em lojas da especialidade, apesar de existir pouca informação sobre ela, o que geralmente não trás bons resultados.
Não se deve confiar nas suas boas intenções quando se trata de colocar as mãos no aquário, pois pode tornar-se um risco a sua manutenção. Esta espécie pode atacar e as suas dentadas podem causar ferimentos graves.
[i][b]Amphilophus trimaculatus[/b][/i]
Há quem diga que esta espécie define a palavra "ciclídeo" pelo seu carácter. É extremamente rápida, tem um apetite voraz e pode ser ensinada a comer à mão com relativa facilidade. A combinação: tamanho, dentição, velocidade e inteligência torna-a mortal para a maioria das espécies que sejam mantidas conjuntamente com ela.
É mais raro ver Trimacs puros do que se pensa, já que a maioria das que se encontram trazem um pouco (ou muito) da mistura feita na criação dos Flowerhorns híbridos.
A lista de espécies continua, mas não vale a pena descrevê-las aqui todas. Até porque as opiniões podem divergir e nem todos os exemplares de uma mesma espécie têm de apresentar o mesmo comportamento. Pessoalmente, gosto de ciclídeos grandes, passo horas a observá-los e pela experiência que tenho vindo a ter, poucos têm o carácter dos central-americanos.
Têm o inconveniente de necessitarem de aquários de grandes dimensões. Para que se sintam felizes, devem conseguir nadar para cima e para baixo com espaço e conseguirem-se virar com facilidade. Um aquário de 120 cm será o mínimo para as espécies mais pequenas. As maiores vão exigir um aquário de 180 cm para cima. 
Para que possam desfrutar o estímulo da vida doméstica, o aquário deve estar num local que lhes proporcione uma boa visão da actividade da casa, como a sala ou outro lugar mais utilizado.
Estas espécies têm hábitos destrutivos e estando isoladas têm mesmo de se distraír. São cavadores natos, sendo essencial tomar algumas precauções com o equipamento e decoração. Os termostatos e tubos do filtro devem estar protegidos, assim como as rochas, sempre bem firmes, de forma a evitarem-se acidentes maiores. 
Trata-se de uma forma diferente de encarar o hobby . Garantidamente, nunca se irá conseguir criar uma interligação tão forte com um peixe, senão o mantivermos como um wet pet.
Estes grandes ciclídeos vão viver por muitos anos e infelizmente, nem todas as pessoas têm consciência disso e não estão preparadas para aceitar essa responsabilidade. Como quaisquer outros animais, merecem todo o nosso respeito e devemos tentar sempre proporcionar-lhes as melhores condições possíveis. Assim, certamente, seremos recompensados com um prazer interminável![/align]

Assim como os cães ou gatos, também os ciclídeos podem tornar-se parte da família como qualquer animal de estimação – São os chamados wet pet cichlids


Já devem ter ouvido falar na teoria que explica o motivo de determinados peixes conseguirem viver felizes num pequeno globo. Segundo consta, os peixes têm uma memória de apenas uma fracção de segundos, não chegando, por isso, a interiorizar o inferno de vida que lhes é proporcionada. Se assim fosse, como poderiam reconhecer os seus predadores, associar os alimentos, ou mesmo os perigos de determinados lugares? Não me parece uma teoria bem sustentada, até porque nem todas as espécies têm as mesmas capacidades intelectuais.

Existe um grupo especial de peixes com a inteligência suficiente para reconhecer e responder aos seus donos. Essa inteligência também lhes dá capacidade de cuidar as suas crias, em vez de as tratar como almoço, como a grande maioria. Além disso, este grupo contém algumas das espécies mais espectaculares e coloridas no mundo. Não admira que pertençam à família das espécies mais populares na aquariofilia. Estes peixes são, naturalmente, os ciclídeos.

Trata-se de uma família muito vasta, altamente diversificada e distribuída por Africa, Américas e Ásia. Logicamente, nem todos os ciclídeos possuem a mesma inteligência, nem necessitam de a ter. Por exemplo, os incubadores bucais conseguem proteger os seus alevins, sem terem de lidar com os problemas de protecção da prole em águas abertas, e por este motivo, carecem da inteligência e personalidade dos incubadores de substrato.Por outro lado, os predadores têm necessariamente de ser mais inteligentes do que as suas presas, senão não conseguiriam alimentar-se. Já os herbívoros, basta-lhes andar a pastar as rochas, sem precisar de puxar muito pela imaginação.

Os ciclídeos de grande porte têm um cérebro maior, mais desenvolvido e há muito que têm vindo a demonstrar uma inteligência acima da média. Quando mantidos como um wet pet, demonstram uma grande interligação com os donos e muito interesse quando estamos presentes, mantendo-se atentos ao que se passa fora do aquário. Facilmente conquistam o carinho das pessoas e podem acompanhar-nos durante muitos anos. 

Os peixes são seres sociais que apreciam companhia. Estando isolados num aquário vão procurar a companhia dos seus donos. Algumas pessoas podem achar uma crueldade manter um ciclídeo em confinamento solitário, uma monotonia sem fim para o animal. Não é bem assim, algumas espécies podem tornar-se um problema quando vivem em comunidade devido ao seu comportamento agressivo e territorial. No entanto, também podem revelar outros requisitos, como uma forte personalidade e serem destemidas ao ponto de conseguirem enfrentar os seus donos, acabando facilmente por se adaptar ao modo de vida de um wet pet e viverem felizes no seu ambiente restrito.


Deixo um pequeno exemplo de espécies que considero uma excelente opção para um wet pet cichlid:

 


Astronotus ocellatus

 Mais conhecido como Oscar, é o ciclídeo de estimação mais conhecido e popular de todos. São muitas vezes comprados por serem bonitos, mas sem conhecimento do tamanho que atingem. Com o passar do tempo, comem os restantes companheiros do aquário e tornam-se num wet pet.Muitos aquaristas apelidam-nos como os mais inteligentes. Têm a capacidade de reconhecer os seus donos e há até quem diga que por vezes abanam a cabeça e cauda como um cão.

 

Amphilophus labiatus

 O seu nome comum “Red Devil” faz-lhe alguma justiça, pois existem vários relatos de terem dizimado todos os companheiros do aquário. É normal isto acontecer, quando não lhe são proporcionadas as condições ideais em termos de espaço e a selecção de espécies não é a melhor. No entanto, continua a ser uma das espécies mais apetecíveis para muitos entusiastas devido à sua personalidade cativante. Apresenta um nível de inteligência que vai muito além das espécies mais comumente mantidas. Na verdade, muitos aquaristas têm conseguido treiná-los a executar vários truques em troca de recompensas de comida.


 Parachromis dovii

 Está no top da lista dos maiores ciclídeos do mundo, com machos de a rondar os 70 cm. Torna-se num grande animal de estimação, muito inteligente e com uma forte personalidade. O seu território estende-se para além do aquário e estão atentos a quaisquer acontecimentos exteriores. Criam uma ligação com os seus donos a um nível que para outros ciclídeos seria impossível.Caso seja mantido adequadamente, será um animal de estimação gratificante, que o pode acompanhar durante 30 anos.

 

Caquetaia umbrifera

 Mais uma espécie retirada da lista dos gigantes A sua dimensão associada a uma coloração espectacular conferem-lhe uma grandeza única. Só é possível manter esta espécie num comunitário enquanto é jovem, pois como indica o nome, torna-se uma verdadeira fera em adulto, considerando como seu território todo o aquário, assim como toda a área exterior circundante.São curiosos e destemidos para as pessoas, ao ponto de nos perseguirem ao longo do aquário.

 

 
Tilapia buttikoferi

 Extremamente inteligente, muito activa e também reage aos movimentos fora do aquário, chegando a atacar um "invasor" através do vidro. Podem ser muito agressivos num aquário comunitário. É mais uma espécie que se encontra com facilidade em lojas da especialidade, apesar de existir pouca informação sobre ela, o que geralmente não trás bons resultados.Não se deve confiar nas suas boas intenções quando se trata de colocar as mãos no aquário, pois pode tornar-se um risco a sua manutenção. Esta espécie pode atacar e as suas dentadas podem causar ferimentos graves.

 


Amphilophus trimaculatus

 Há quem diga que esta espécie define a palavra "ciclídeo" pelo seu carácter. É extremamente rápida, tem um apetite voraz e pode ser ensinada a comer à mão com relativa facilidade. A combinação: tamanho, dentição, velocidade e inteligência torna-a mortal para a maioria das espécies que sejam mantidas conjuntamente com ela.É mais raro ver Trimacs puros do que se pensa, já que a maioria das que se encontram trazem um pouco (ou muito) da mistura feita na criação dos Flowerhorns híbridos.

 

A lista de espécies continua, mas não vale a pena descrevê-las aqui todas. Até porque as opiniões podem divergir e nem todos os exemplares de uma mesma espécie têm de apresentar o mesmo comportamento. Pessoalmente, gosto de ciclídeos grandes, passo horas a observá-los e pela experiência que tenho vindo a ter, poucos têm o carácter dos central-americanos.

Têm o inconveniente de necessitarem de aquários de grandes dimensões. Para que se sintam felizes, devem conseguir nadar para cima e para baixo com espaço e conseguirem-se virar com facilidade. Um aquário de 120 cm será o mínimo para as espécies mais pequenas. As maiores vão exigir um aquário de 180 cm para cima. 

Para que possam desfrutar o estímulo da vida doméstica, o aquário deve estar num local que lhes proporcione uma boa visão da actividade da casa, como a sala ou outro lugar mais utilizado.

Estas espécies têm hábitos destrutivos e estando isoladas têm mesmo de se distraír. São cavadores natos, sendo essencial tomar algumas precauções com o equipamento e decoração. Os termostatos e tubos do filtro devem estar protegidos, assim como as rochas, sempre bem firmes, de forma a evitarem-se acidentes maiores. 

Trata-se de uma forma diferente de encarar o hobby . Garantidamente, nunca se irá conseguir criar uma interligação tão forte com um peixe, senão o mantivermos como um wet pet.Estes grandes ciclídeos vão viver por muitos anos e infelizmente, nem todas as pessoas têm consciência disso e não estão preparadas para aceitar essa responsabilidade. Como quaisquer outros animais, merecem todo o nosso respeito e devemos tentar sempre proporcionar-lhes as melhores condições possíveis. Assim, certamente, seremos recompensados com um prazer interminável!

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