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Sump para água doce
Adalberto Pereira

Depois de ter visto pessoalmente algumas SUMP e outras por imagens no fórum, todas mas construídas, resolvi dar o meu contributo na tentativa de explicação da construção correcta de uma Sump.

Em primeiro lugar, o que é uma Sump e para que serve? Uma Sump é um filtro. Como um bom filtro este deve fazer uma filtragem mecânica e uma filtragem biológica.

Por filtragem mecânica entenda-se a retenção de partículas em suspensão quer elas sejam bocados de areia mais leves, detritos vários, peixes mortos, folhas mortas, ou fezes de peixe e restantes animais.

Por filtragem biológica entenda-se a capacidade de determinado meio de transformar os poluentes da água em algo menos poluente. O normal é Amónia - Nitrito - Nitrato.

Além de ser um filtro, a Sump serve para facilitar a manutenção do mesmo e aumentar o volume total de água do sistema, permitindo uma maior diluição dos poluentes dissolvidos.
A Sump é normalmente utilizada para filtrar cargas grandes onde um filtro normal não teria capacidade de resposta.
Como também se torna um bom meio filtrante e económico, é cada vez mais usada em pequenos sistemas.
Independentemente do tamanho, a sua construção e sempre igual para agua doce, a única diferença e o tamanho dos compartimentos para as filtrantes que vai aumentando consoante a carga total do sistema.

Quantas partes devem ter uma Sump?

Na minha opinião uma Sump deve ser constituída em 4 fases distintas, podendo estas ser subdivididas:

1º Entrada de água e filtro de decantação.

Nesta primeira fase é onde recebemos a água do aquário. No fundo desta secção vão ficar depositados os sedimentos mais pesados. Ao fazer a troca de água, é esta secção que deve ser aspirada.


2º Filtragem mecânica

Nesta fase pode ser constituída por 1, 2, 3 ou mais secções.
Gosto de construir quando tenho espaço, três secções de filtragem mecânica, mas na verdade duas são perfeitamente suficientes. Apenas uma também pode ser usada, mas obrigará a uma manutenção mais frequente.


3º Filtragem biológica

Nesta fase, com maior área, é destinada ao stock de biobolas, cerâmicas, leca, etc.
Esta secção gosto de a regar por chuveiro, mas não é obrigatório que assim seja. Basta que tenha sempre uma boa dose de matérias filtrantes submersas para funcionar.
Ao funcionar como seco/húmido, há uma maior oxigenação das bactérias, teoricamente terá um funcionamento melhor. Não tenho forma de o provar, no entanto sempre que posso coloco um seco/húmido.


4º Retorno de água

Nesta fase tem a bomba. Pode o sistema ser aumentado neste ponto com uma lâmpada UV com um retorno de baixo caudal directo á entrada da Sump, na fase 1.
Este aumento pode ser feito quer com uma segunda bomba de caudal muito pequeno, quer com uma derivação na canalização principal e uma torneira para se regular o caudal desejado. No caso de se optar por uma segunda bomba, esta deve ser colocada nesta fase.

ESQUEMA DA SUMP 

LEGENDAS:

Vidro 1 colado ao fundo e às laterais, vai fazer de overflow, o filtro de decantação.

Vidros 2, 3 e 4 colados 1cm acima do fundo, para permitir a passagem de água por baixo deles e todos
estão colados às laterais.
Estes vidros podem ser cortados de forma a deixar cerca de 1cm do topo das laterais da SUMP, de forma a num caso absurdo de entupirem, a agua passar nesses espaços entre o topo da esponja e o topo da Sump, em vez de transbordar.

Vidro 5 não vai fazer força, e só para separar as filtrantes biológicas da bomba e pode ser em acrílico perfurado ou uma moldura de acrílico com uma cobertura de rede, no fundo, qualquer coisa que deixe passar livremente a água.

Os vidros pequenos estão colados ao fundo e às laterais.
Devem ter uns 10 a 15cm de altura no máximo e servem para fixar as esponjas entre eles e entre os vidros grandes (vidros 2, 3 e 4), impedindo assim a passagem de lixo entre os estágios filtrantes.

A separação entre os vidros pequenos e os vidros 2, 3 e 4 deve ser menos 1 cm do que a grossura da esponja que se vai usar, assim, para uma esponja de 10cm de espessura, os vidros devem estar a 9cm um do outro, obrigando a esponja a entrar em pressão, e não deixando lixo escapar-se por baixo delas.

Como Funciona?

A água cai do aquário na primeira secção.

Passa por cima do vidro 1 para o estágio seguinte.

Passa por cima do vidro pequeno, através da esponja e por baixo do vidro 2 para o estágio seguinte.

O mesmo se passa nos dois vidros seguintes (vidros 3 e 4)

Chegando á parte das biobolas + bomba, aqui a água é a mesma nas duas secções, uma vez que estão ligadas por um vidro perfurado.

Funcionamento prático:

No primeiro estágio vão ficar presos restos de folhas, plantas, areia, lixo pesado, restos de peixes, restos de comida não flutuante, no fundo detritos pesados.

Na esponja mais grossa vai ficar presas as partículas mais grossas, na seguinte as mais finas e assim sucessivamente.

A particularidade de se utilizar este tipo de colocação de filtragem mecânica, é que não é necessária grande manutenção para as esponjas.

 Se tivermos em consideração que no depósito da bomba a água está normalmente a meia altura, nas esponjas irá estar também a essa altura.
Consoante as esponjas vão se saturando de lixo, a água vai subindo de nível antes delas, encontrando assim sempre esponja limpa.

Isto tem uma grande vantagem, irá demorar bastante tempo antes de saturar a esponja toda e sermos então por fim obrigados a lava-la.

Tive uma Sump com 2 esponjas de 50*40*10 mais de 2 anos a funcionar e nunca foram limpas.

Por cima das biobolas convêm colocar um chuveiro, basta um tubo com meia dúzia de furos, ou um rotativo de jardim, isto fará com que as biobolas que estão fora de água nunca sequem e recebam muito mais oxigénio. Na verdade, este chapinhar irá oxigenar toda a água do sistema.

 

ENTRADA DE AGUA 

Imagem 2

 

Existe uma divisória mais ou menos a meio desta fase da Sump, e só até meia altura. 

Esta divisória ajuda a que a sujidade pesada fique aprisionada logo nesta etapa, pois irá funcionar como quebra corrente.

 

DIVISORIAS + MATERIAS FILTRANTES 

Imagem 3


Nesta fase, além das esponjas, tenho apenas algumas biobolas de alta densidade (das que não flutuam), e por cima delas, muito coral grosso moído, de 10 a 15mm.
Pode ser usada qualquer tipo de matérias filtrantes, estas eram as que tinha em casa disponível.

 

DIVISORIA DA BOMBA E SECO/HUMIDO

Divisória da bomba e seco/húmido


Nesta fase, coloco o seco/húmido e está a trabalhar com uma derivação da bomba principal.
Aqui estão as biobolas de baixa densidade (das que flutuam), no entanto, não interessa se flutuam ou não, porque estão sempre fora de água.
A segunda bomba serve apenas para o filtro UV, que deita a agua no inicio do processo (fase1), para esta se misturar com a agua ainda não filtrada e assim ir sempre havendo agua esterilizada e agua não esterilizada no sistema.
O buraco que se vê, irá servir para meter um nível de autoclismo, assim nas mudas de água é só aspirar o lixo, a água irá ser reposta automaticamente.

 

CHUVEIRO PARA SECO HUMIDO

Imagem 5


Usei um sprinkler rotativo de rega para fazer o chuveiro, no entanto um tubo furado ou um jacto a bater num prato virado para cima e pousado em cima das biobolas fazem o mesmo efeito.

O chuveiro pode-se fazer com uma derivação desde a bomba principal e com uma torneira para regular, ou então através de uma segunda bomba de baixo caudal.

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