Logo
 Início   |    Artigos   |    Espécies   |    Aquários   |    Galeria   |    Entrevistas   |    Loja   |    Fórum   |    Links

Notícias

2018-09-02
Nova ficha para Lepidiolamprologus attenuatus

2018-08-29
Nova ficha da espécie Placidochromis electra

2018-08-29
Entrevista a Heiko Bleher

2018-08-29
Nova ficha da espécie Metriaclima sp. "dolphin"

Aqualot
Software de Gestão de Aquários
Estatísticas
95 Artigos
283 Espécies
113 Aquários
Visitante nº: 5108606
Online: 45

Artigos



Técnicas de Controle da Agressividade
Miguel Monteiro

Um dos maiores desafios em manter ciclídeos é conseguir um ambiente estável e harmonioso no aquário, principalmente quando se juntam espécies mais agressivas. Quantos vezes já assistimos a ataques violentos e por vezes mortais nos nossos aquários?

Por mais incrível que possa parecer, as espécies mais agressivas que mantemos em casa têm um comportamento completamente diferente nos seus habitats naturais. São efectivamente muito mais pacíficos e quase custa acreditar na sua transformação em pequenos terrores, quando colocados num ambiente fechado como um aquário. A explicação para este facto não é difícil perceber, tendo em conta o carácter territorial que os caracteriza.

Apesar de existem algumas técnicas para controlar a sua agressividade, não existe nenhuma receita certa que funcione a 100% e mesmo nos casos em que funcione algumas vezes, nada garante que não venham a haver agressões no futuro. Mesmo tendo o aquário em harmonia, com todos os peixes impecáveis e a entenderem-se bem uns com os outros, por vezes inesperadamente lá aparece um muito mal tratado e com feridas gravíssimas.

Mas afinal que técnicas são essas?
Existem várias, umas mais eficazes que outras e não esperem que vá revelar a solução ideal ao seu caso, até porque são conhecidas e nenhuma funciona isoladamente, no entanto, posso enumerar algumas:

1 – Escolha correcta da fauna
É um factor de grande importância. De preferência devemos evitar juntar espécies do mesmo género, uma vez que as semelhanças que algumas apresentam, conferem o mesmo grau de incompatibilidade como se tratasse da mesma espécie. Além disso, devemos evitar juntar espécies concorrentes na especialização alimentar e no espaço que ocupam na coluna de água. Por outro lado, se seleccionarmos espécies de géneros diferentes é mais provável que se ignorem uns aos outros, mesmo que sejam de tamanhos diferentes. Antes de escolhemos determinada espécie devemos procurar saber se será ou não compatível com as que já mantém.

2 – Tamanho do aquário
É de facto importante, mas não basta ter um aquário de 2 metros para ter os problemas de agressividade resolvidos. Seria demasiado fácil. Por outro lado, já observei aquários de menores dimensões com ciclídeos agressivos a viver em paz. Posto isto, o tamanho do aquário deverá ser adequado ao tamanho e necessidades das espécies mantidas e o tamanho só por si, não serve de garantia à harmonia da fauna. Agora, se colocarem espécies em aquários reduzidos para as suas dimensões, não esperem milagres, porque certamente irão haver baixas.


3 – Densidade de peixes no aquário
Associado ao facto anterior, a quantidade de espécies mantidas também poderá ter alguma influência nos níveis de agressividade. Segundo a minha experiência, a agressividade é sempre superior em aquários pouco povoados. Um método utilizado por muitos aquariofilistas é a utilização de peixes alvo de forma a dispersar a agressividade por vários peixes. No fundo é uma boa técnica, desde que se cumpram os limites aceitáveis de habitabilidade.

4 – Decoração do aquário
Um aquário bem decorado com refúgios a delimitar territórios, através da utilização de pedras, troncos ou outros, oferece harmonia aos seus habitantes, já que se sentem muito mais tranquilos com o seu território definido. No entanto a decoração só por si não evita as perseguições e muitas vezes não são suficientes para determinado peixe conseguir escapar aos agressores. Colocar demasiados esconderijos também não é solução, pois apesar de salvaguardar um ou outro peixe, também não é saudável que passem a sua vida escondidos.
Existe uma técnica utilizada quando os índices de agressividade mais estão altos, que consiste em redecorar o aquário, mudando por exemplo o local das pedras. Nunca tive grandes resultados com esta técnica, pois os peixes acabam por perder os seus territórios e a reorganização de novos muitas vezes ainda provoca mais agressões.

5 – A temperatura e alimentação
Quanto mais elevada a temperatura, mais activos serão e consequentemente mais agressivos. Por outro lado, se não forem alimentados regularmente também tendem a comportar-se de forma mais agressiva. As temperaturas altas aumentam também a frequência normal das desovas, o que nos leva a outro factor gerador de agressividade.

6 – As reproduções
A agressividade decorrente das reproduções não é segredo para ninguém, mas essa pode apresentar grandes variações . Não é de todo comparável a agressividade dos casais que depositam os ovos numa pedra com os incubadores bocais. As principais dores de cabeça são mesmo para as espécies que depositam os ovos, já que a extensão do território aumenta significativamente e por vezes para algumas espécies todo o aquário é ocupado. Nestes casos, a melhor solução é sempre isolar o casal.

7 – O aquariofilista
É sem dúvida a mais importante, pois somos nós que temos de equilibrar os factores acima mencionados e conseguir criar um habitat adequado às espécies que se mantém. O conhecimento das espécies e do seu comportamento é essencial, já que assim podemos evitar muitas guerras no aquário. No entanto, nunca estamos livres de fazer asneira, mas também aprendemos com elas.

Concluindo, estas foram algumas medidas que podem influenciar a agressividade dos ciclídeos. Dado o seu carácter territorial, nenhuma delas só por si elimina totalmente a agressividade, mas podem ajudar a contribuir para a estabilidade no aquário, desde que sempre acompanhadas de uma observação atenta.


Voltar

Todo e qualquer conteúdo do Ciclideos.com não pode ser reproduzido, copiado ou publicado em qualquer outro local sem autorização expressa dos seus autores e do Ciclideos.com


Copyright © 2019 Ciclideos.com. Todos os direitos reservados.
Site desenvolvido por Karbono.com